Como aumentar suas chances de captação através de justificativas de projeto relevantes


Você conhece seus beneficiários?
Inovar em tempos de crise é fundamental, e quando o assunto é Terceiro Setor e o foco são os jovens esta necessidade se torna ainda mais urgente. A velocidade com que as informações chegam até eles – e nós – alterou as percepções de mundo, tornando a atração e o atendimento às necessidades reais deste público em um desafio contínuo. 

Conhecer profundamente seus beneficiários não é apenas um caminho para conquista-los através de projetos relevantes, mas também a chave para atrair parceiros e financiadores comprometidos com a causa e interessados em bons índices de impacto social. Algumas das formas de atingir este objetivo é através de pesquisas, estudos e do próprio convívio com o público beneficiário em foco.

A fim de transformar o futuro do país, grande parte dos projetos sociais brasileiros é voltada para crianças e jovens, que representam, segundo o IBGE, mais de 80 milhões de brasileiros Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Unibanco* a fim de mapear as principais características de jovens brasileiros entre 15 e 17 anos, a maioria destes está fora da escola.

 A mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE, mostrou que ainda existem 1,3 milhão de jovens nestas condições e faixa etária. Os principais motivos que levam estes jovens a abandonarem a escola, no caso dos meninos é a necessidade de trabalhar para ajudar a complementar a renda familiar e no das meninas, a gravidez precoce. 



Os dados do IBGE mostram também que 52% destes jovens deixou a escola antes mesmo de concluir o ensino fundamental. 
“Este é o dado mais perturbador de todos. São cidadãos que, caso não voltem a estudar, terão altíssima probabilidade de inserção precária no mercado de trabalho, além de não terem tido seu direito assegurado à Educação Básica. Outro grupo que também preocupa pelas mesmas razões é o dos que completaram o Fundamental, mas não concluíram o Médio”, diz  Ricardo Henriques, superintendente do Instituto Unibanco.



Outra característica marcante é que a evasão de meninos é maior do que de meninas, sendo que 63% dos que não concluíram o Ensino Médio estão trabalhando ou em busca de emprego. Quando o assunto é gravidez, apenas 2% das mães adolescentes nesta faixa etária persistem nos estudos.

Além das razões já citadas, outros fatores colaboram para que o índice de evasão escolar entre os jovens continue crescendo, sobretudo nas periferias. O ambiente escolar, a baixa qualidade de ensino e os currículos tradicionais que não flexibilizam os métodos de aprendizagem e tampouco valorizam os diferentes tipos de inteligência dos alunos são alguns dos propulsores deste problema.

“A escola tem grande dificuldade de lidar e acolher grupos de alunos vulneráveis. Com isso, o aluno vai repetindo ano após ano, a defasagem aumenta em relação aos outros alunos e ele acaba largando a escola. Ou seja, os mais vulneráveis não conseguem passar algumas etapas e ficam pelo caminho. É importante reconhecer que há perfis com maior probabilidade de evasão e são necessárias estratégias pedagógicas específicas para esses jovens”, explica Henriques.

Assim, o grande desafio das organizações do Terceiro Setor é conseguir, através de projetos inovadores, conquistar a atenção destes jovens e conscientizá-los da importância da educação para construir um futuro melhor para eles e para as comunidades onde vivem. Neste processo, a pesquisa, leitura e estudo constante sobre as condições do local onde se atua, as referências dos beneficiários, as principais demandas locais e outros fatores, tornam-se essenciais para mapear oportunidades e justificar projetos frente a financiadores de forma embasada e estratégica. O primeiro passo para solucionar o problema é conhecer suas origens.


Confira o estudo completo no site o Instituto Unibanco.

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