Inscrições abertas para o Prêmio Antonieta de Barros - Jovens Comunicadores Negros e Negras - 2016


Sabe quem foi Antonieta de Barros*?

Nascida em 11 de julho de 1901, em Santa Catarina, Antonieta de Barros foi uma pioneira no combate a discriminação dos negros e das mulheres. Foi a primeira deputada estadual negra do país e primeira deputada mulher do estado de Santa Catarina. Além da militância política, Antonieta participou ativamente da vida cultural de seu estado.

O Edital aberto pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, traz no nome a homenagem à catarinense: “Prêmio Antonieta de Barros - Jovens Comunicadores Negros e Negras - 2016”. 

O objetivo, segundo a Seppir, é estimular o protagonismo juvenil, promover a imagem positiva de jovens negros e negras, divulgar ações de comunicação já realizadas ou em realização que estimulem a igualdade racial, além de mobilizar, articular e fortalecer o movimento jovem negro envolvido com a promoção da igualdade racial e o enfrentamento ao racismo.

O Edital vai contemplar 50 ações de comunicação realizadas por jovens negros e negras. Cada iniciativa receberá um prêmio de R$ 20 mil. Ao todo, será R$ 1 milhão em prêmios para fortalecer a comunicação no país.

Os interessados podem se inscrever até o dia 15 de maio por Sedex, carta registrada ou no Protocolo do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. O endereço é "Secretaria de Políticas de Ações Afirmativas, Esplanada dos Ministérios, Bloco A, 9º andar, CEP 70054-906 – Brasília – Distrito Federal". No exterior do envelope deve estar transcrito "Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos – PRÊMIO ANTONIETA DE BARROS – JOVENS COMUNICADORES NEGROS E NEGRAS".

Confira aqui o Edital – 2016

*Além da militância política, Antonieta participou ativamente da vida cultural de seu estado. Fundou e dirigiu o jornal A Semana entre os anos de 1922 e 1927. Neste período, por meio de suas crônicas, ela veiculava suas ideias, principalmente aquelas ligadas às questões da educação, dos desmandos políticos, da condição feminina e do preconceito racial. Dirigiu também a revista quinzenal Vida Ilhoa, em 1930, e escreveu vários artigos para jornais locais. Com o pseudônimo de Maria da Ilha, escreveu, em 1937, o livro Farrapos de Ideias.

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